Confesso que entrei neste restaurante porque me lembrava o Le Jazz em São Paulo. A cor predominamente vermelha, as mesas de madeira, poucos quadros na parede misturados com figuras que representam os cortes da carne feitas pelo artista plástico Guilherme Secchin . Ao sentar, o garçom explica o sistema de o que chamei um rodizio ao contrário. Um conceito diferente. Você escolhe o tipo de carne que quer comer entre 11 opções de filé mignon ao bife fiorentina (900 gramas bem servidos para duas pessoas) e em seguida, os garçons vão passando com guarnições diferentes como purê de maça, canela e maracujá, vagem com amendoas, cenoura com passas, ratatouille, e por aí vai. A ideia é do criativo chef Claude Troisgros inspirado no mercado de gado de Saint-Christophe-en-Brionnais, no sul da Borgonha. No vídeo abaixo, ele explica melhor seu novo negócio no Rio:
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...
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