Eu adoro datas comemorativas. É um momento meio comercial mas que de alguma forma faz com que você pare para pensar no outro, dedique um pouco mais de atenção, faz um agrado. Eu acordei hoje com mais uma música em minha caixa de email e a lembrança que o ano passado, tivemos um dia especial entre Veneza e Verona. Tivemos que ir ao balcão de Julieta para contar a ela que eu também tinha, enfim, encontrado, meu príncipe. Cada momento de busca é um momento de encontro. Se eu buscasse o fim de um ciclo de dor, encontrei pela frente um ciclo virtuoso de amor. Meu findanzato - como me chamou hoje :) - foi determinado, firme,seguro. Ele tinha lá na cabeça dele um certo plano que foi construindo comigo em meio a viagens fantásticas, a horas de Skype, a muita risada, com uma leveza que nunca antes havia imaginado. Seu pragmatismo contratastava com meu romantismo que mesmo ferido teimava em sair. Olhava quase de soslaio se isso ia dar certo ou não. Cautelosa e esperançosa. Me dividia entre não querer mais sofrer e a vontade de amar de novo. Venceu a segunda! Que bom! Desde aquele beijo sob a lua cheia, já achei que estava bom demais ter voltado a gostar de sentir aquele friozinho na barriga. Em cada viagem, tinha sempre um plano B na cabeça - que nunca foi posto em prática. Parecia que os deuses iam se articulando para que Cupido mais uma vez pudesse traçar seu caminho e chegar em nosso coração. Aqui estamos. De novo, ele lá, eu, cá. Mas mais juntos do que nunca. Esse ano, como ele disse, para variar, vamos comemorar o dia dos Namorados brasileiro. Com direito a simpatia para Santo Antônio e tudo mais. Hoje fica a lembrança de mais um dia cheio de amor!
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...
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