Apesar de estarmos no Rio, o cardápio continua italiano e as companhias também. Hoje , almoçamos com uma amiga no Alessandro e Frederico que está há dez anos na Rua Garcia D´Avila em Ipanema. Essa rua corresponde a Dias Ferreira do Leblon e é uma especie da Rua Amaury comparando com São Paulo. Há inúmeros restaurantes e bares. Um opção para sentar fora, apreciar a paisagem e comer bem. Eu fiquei com um caneloni que era gigante recheado com salmão e ricota. Nato não come esse tipo de prato. Acha parrudo. Nem tão pouco lasanha que eu adoro. Nesse início de convivência, vamos aprendendo a dividir sabores, temperar humores, colocar uma pitada de sal onde a vida anda sem graça e abrir o apetite para o que vem por aí. Como nunca sabemos, prefiro deixar um espaçinho para a supresa a dormir de barriga cheia.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...

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