Assim eu acordo para uma nova vida. Abençoada pelo Cristo Redentor em apartamento emprestado em Ipanema. O nosso futuro "ninho de amor" está pintando e como a não rotina é nossa rotina, estamos aqui meio acampados com alguns malas na Rua Vinicius de Moraes e outras tantas caixas na Barão da Torre. Caetano está vivendo literalmente aquele ditado popular: tá mais perdido que cachorro em dia de mudança. Essa não será sua nova casa e nem sabemos o que faremos no próximo fim de semana com ele quando estaremos em São Paulo para comemorar o dia das mães. Mas, ele está de banho tomado, deitado em sua caminha e esperando o que virá. Assim como eu. O frio na barriga é maior, mas vou aqui descobrindo a Toca da Bossa Nova, o PoliSucos, o Armazém do Café, a igreja e a Praça N.S. da Paz - que tem até um lugar para o Caetano ficar solto e aos poucos, fazendo do Rio, meu novo lar.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...
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