Da minha metade italiana, metade dela é de Veneza. A outra metade, meu pai agora teima em dizer que é da Calabria. Tenho portanto uma ligação imensa com essa cidade mágica. Foi assim, com pura magia que Veneza me recebeu para o carnaval de 2010. Desde a nossa chegada, com as portas abertas do estacionamento central do lado do Vaporetto até a suíte senacional que ficamos hospedamos no Hotel Sina. Não sei se foi obra do acaso ou os dedos dos Deuses. Sei apenas que tudo fluia com delicadeza e beleza assim como os canais que cortam a cidade. Tomamos um aperitivo no Harry's, andamos de mãos dadas na praça São Marco, rimos brincando com as máscaras, tentamos alugar uma fantasia, mas acabei usando o famoso pretinho básico no festa do Teatro Fenice. Foi uma emoção única dançar naquele prédio histórico, ainda mais porque da última vez que estive em lá ainda estava fechado por causa do incêndio. E claro, teve o passeio do gondôla com uma boa e romântica canção italiana como trilha sonora.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...
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