Hoje, no caderno Sábatico do Estadão, tem um artigo de Luiz Zanin Oricchio, sobre o livro L'Alieno Mourinho, de Sandri Modeo. O autor tenta descrever o caráter e o porquê do sucesso do treinador do Real Madrid que levou a Internazionale de Milão a conquistar a tripla coroa este ano. O que sei é que o cara realmente merece um livro. Merece estudos e estudos sobre o seu comportamento, carisma e habilidade. Sempre gostei de futebol. Acompanhei meu pai desde criança no jogos do Timão por esse Brasil afora. Depoiis trabalhei com meu querido Osmar Santos e dá-lhe jogo quarta e domingo. Em fevereiro, tive a chance de ver Inter e Sampdoria no San Siro. A emoção de entrar naquele templo do futebol foi enorme. Fora que é super organizado com uma mega buffet antes, no intervalo e depois do jogo. Nas cadeiras, aquela delícia de torcedores fanáticos: gritando, invadindo o campo, sendo cada um deles um Mourinho para motivar o time. Foi um empate de 0 x 0. Mas a atuação daquele time de Milito, E'to, Lúcio, Maicon, Júlio César, Thiago, me fascinou. Era um futebol limpo, sincopado, uma orquestra dirigida pelo Mourinho que, elegantemente vestido, gesticulava, gritava, era sem dúvida o jogador de número 12. Diria que pela primeira vez vi um TIME de futebol. Foi emocionante. Brinco com meu namorado que tem a mesma liderança, a garra de vencer, o entusiasmo e a garra que vi naquele técnico que passei a admirar 100%. Ambos estão fadados ao sucesso...isso tenho certeza.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...
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