Faz já 10 dias que estou longe de casa e há muitos posts a fazer sobre essa viagem ao sul da Itália. Mas, acabamos de chegar em Milão para passar o Reveillon com os amigos do Nato. Será um ano atípico. Ele aqui na sua terra depois de 10 anos de Brasil. Eu, em uma cidade sem praia e com uma temperatura média de 2 graus. O que temos certo é que queremos estar um com o outro como fizemos a um ano. Naquela noite na Bahia, não se pensava em como chegamos até aqui. Hoje perguntei para ele em que momento deixar de ser mais uma para ser a uma. Aquele que ele escolheu. O que construímos esse ano em torno do que chamo de Loving Plan com datas e etapas que fomos cumprindo de maneira muito particular. Ora encurtando o tempo, ora aumentando a distância. Agora, chegamos aqui. Um ponto final desta ponte aérea louca de Milão e São Paulo em busca de um porto seguro só nosso. Um novo começo. Como todo ano pede. Definitivamente uma mudança: de cidade, status, amigos, trabalho, etc. Um 2011 que foi criado em todos os seus detalhes e cada mês de 2010. Passamos este ano, sonhando e construíndo um futuro que estamos prontos (ou não) para viver. Fizemos um pacto silencioso de abandonar certos hábitos, costumes em pró uma coisa maior, comum. Diria que se o amor não foi início é certo que é o final. O que fizemos foi uma relação baseada em companherismo, respeito, vontade e uma alegria incomum. 2010 foi um ano marcado pela energia, pelo movimento, pelo sim. Quem venha 2011!
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...

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