A cozinha italiana é uma fonte inesgostável de ingredientes surpreendentes. Se de um lado, há uma simplicidade do molho de tomate e ervas de outro, há o cultuado tartufo bianco. Uma iguaria que já citei aqui quando estive na Itália em outubro. Agora, o meu namorado trouxe bem embaladinho, os fiscais da receita não sentiram o cheiro e tivemos um jantar dos deuses com meus primos Andrei e Fátima. Os antipastos foram queijo parmesão, salame e bruschetta. A entrada teve carpaccio com tartufo e uma opcão com queijo. O primeiro prato pasta com pesto, batata e vagem. Meu querido chef caprichou. E a peça de resistência, ovo com muuuuuuuito tartufi ralado. De sobremesa, peras com vinho. Aliás, o vinho era uma Amarone safra 2001. Perfeito. Mais um momento que só um expert, amigos e descontração podem criar.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...

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