Morre Steve Jobs. Perdemos o Leonardo da Vinci do Século 21. Soube da morte dele no meu iPhone. Escrevo esse post no iBook. Acabei de subir da minha corrida diária feita ao som do iPod. Walter Longo que por uma destas coincidências na vida está em Cupertino escreveu que sentia como a morte de um parente. É esse mesmo o sentimento. Tudo o que ele criou era tão próximo e tão incorporado no meu dia a dia que fico pensando em quer vai preencher esse vazio. Em agosto, quando ele deixou a presidência da Apple, fiquei arrasada. Em férias na Itália, ninguém quis comentar o assunto. Fiquei mais indignada. Os italianos preferiram falar de comida do que do afastamento de Jobs. Esse gênio do terceiro milênio deixou um legado tão importante quanto da Vinci. Os dois eram preocupados com a funcionalidade e principalmente a beleza de suas criações. Com tinta, mármore, papel, o italiano nos deixou obras de arte. Com chips, telas, tecnologia, Jobs nos deixou um novo modo de interagir com esse admirável mundo novo.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...

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