É engraçado acordar sem sol aqui no Rio. Parece que a cidade está incompleta. O dia nublado e, às vezes chuvoso, não combina com cartão-postal da minha janela. O Cristo fica pedindo que pequenos raios de sol aparecem e o deixe aparecer....parece que ele fica tímido demais escondido embaixo de nuvens. Seus braços mesmo sempre abertos se tornam inalcansáveis ao nosso olhar e a sua benção. O carioca fica mais triste. O calçadão mais vazio. Os garis ainda insistem na tarefa inócua de varrer a areia para a praia. Todos os dias, os vejo nesta missão e me lembra a expressão "enxugar gelo". De qualquer forma, a rua fica limpa e nós corredores a pé ou de bicicleta somos salvos do risco de escorregamos e cairmos no chão. É bom esse clima de autoestima que invade todo mundo por aqui. A cidade está mais amada e consequentemente mais cuidada. Por isso, sempre é bom ter o sol espreitando na janela para aproveitar o dia lindo que nasce na Baia de Guanabara.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...
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