Sou corinthiana e estou vivendo uma situação atípica. Nosso adversário é o Vasco. Está certo que o quadro é favorável ao Timão, mas aqui no Rio de Janeiro isso é quase um detalhe. Só se fala na força do Vasco, na sua energia, na sua recuperação. A rivalidade Rio X SP toma conta das conversas. O mais engraçado que os dois times vão jogar contra seus arquiinimigos. Dois clássicos: Corinthians X Palmeiras. Vasco X Flamengo. Qual é a posição destes adversários? Impedir a vitória alheia entregando o título para o outro estado? Entregar o jogo e ver seu rival ser campeão às custas de uma derrota? O melhor seria o empate geral e claro, Timão Campeão. Aqui não tem as nuances de cinza que falei. Só um leva o caneco. Fazendo um paralelo com a vida em geral, é bom que em um relacionamento ninguém precisa ganhar de ninguém. O empate é sempre uma boa saída. E se o outro vai lá e faz um gol no trabalho, é motivo de comemoração e de correr atrás para que você também se sai bem. E se rola uma contusão, se chutamos o pé do "adversário", cabe a nós entrar em campo com a equipe médica tendo como primeiro socorros beijinhos e carinho. Se cometemos uma falta, levantamos o cartão do perdão bem antes do vermelho. É quase um time de 22. O interessante é que cada um tem de conservar a sua identidade, o seu brasão, defender a sua camisa/jeito de ser. Mas o objetivo, o gol, aquele grito que sai da garganta, tem de ser coletivo. A dança tem de ser a valsa e não o tango. A goleada tem de ser de amor. Na torcida, tem a família, os amigos, a turma do trabalho. Todo esse esforço diário é que para quando chegar o apito final, os dois possam vestir a faixa de campeões da felicidade. Mas domingo, não tem essa....tem de dar Corinthians na cabeça!
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...

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