Ontem, levei minha amiga Roberta no Capim Santo para que ela experimentasse um pouco mais da comida brasileira. Abrimos o almoço com uma tradicional tapioca que ela não achou a menor graça. Eu, particularmente, adoro. Ela gostou demais do ambiente, das jabuticabas, da carne seca. Esses ingredientes tão brasileiros encantam qualquer um que tem o prazer de experimentar. Nós, por causa, da proximidade da culinária italiana, já nos acostumamos com a pasta, o tomate, o manjericão, o azeite, o vinho. Há ainda um vasto universo degustativo ainda a ser descoberto em cada visita que faço por lá. Mas não chega ao estranhamento deles diante de um caju, de um queijo coalho, de um acarajé bem temperado. Tive mais uma prova disso na hora da sobremesa, quando experimentamos os brigadeiros tradicional, de pistache e de castanha do Pará. Mesmo com medo de engordar, não tem jeito mesmo, é impossível não gostar e não comer mais e mais. Aqui sete receitas de brigadeiro para fazer e se esbaldar.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...

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