Futebol aqui e na Itália é uma paixão nacional. Já falei dos dois times de coração: do Corinthians e da Internazionale. Foi uma super emoção ver um jogo no San Siro, mas nada se compara acompanhar o Timão no Pacaembu. O estádio é muito menor, mais aconchegante e a torcida gritando, cantando, empurrando o time. A vitória em 2 x 0 para o Vasco ainda é pouco para ganhar o Campeonato Brasileiro. O que vale foi todo o entorno. O programa foi familiar: eu, meu pai, Ana Lúcia, Malu, João Francisco e Mário. O garoto entrou no campo com dezenas de outras crianças. Pegou na mão do Bruno César. Tirou foto com os jogadores. Vimos ainda o Ronaldo no vestiário. Gritamos até ficarmos roucos. Tomamos sorvete. Xingamos o juiz. Meu pai que frequenta o estádio e o Corinthians há mais de 30 anos abriu essas portas e me fez reviver os ótimos momentos da minha infância e adolescência nos campos de futebol por esse Brasil afora. Enfim, uma tarde de catarse e felicidade que só o futebol pode proporcionar seja lá ou cá.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...



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