Estou muito cansada depois de um dia de trabalho longo. Mas ainda inebriada pelo show do Caetano Veloso e da Maria Gadu ontem à noite no Vila Funchal. O Caetano é um capítulo à parte em minha vida. Ele tem permeado meus sonhos, minhas conquistas, meus desejos e aqui e ali nossas vidas vão se tocando. Da forma de fã para ídolo. Na de amigo. Na de desconhecida. Ele tem um poder que exerce pelo seu talento ms não imagina os pequenos detalhes. Cheguei a namorar um cara porque ele se parecia com o Caetano. Em meu casamento, lá estava ele na trilha sonora cantando "Eu sei que vou te amar". O nome do meu cachorro é uma singela homenagem. Com o show, ele mostrou mais uma vez a sua versatibilidade e sua generosidade. Ele está sempre perto de jovens talentos como Gadu ou a banda Cê e de Zii e Zie. Faz show e parcerias ecléticas como Jorge Mautner, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Gil. Canta em inglês, espanhol, italiano. Sua voz, com o passar dos anos, tem ficado mais aveludada e com um controle incrível. Na verdade, sou suspeita em falar. Para mim, se ele cantar "Atirei o pau no gato" está ótimo. Mas fica aqui meio depoimento sobre essa presenca constante e importante na minha vida. Brinquei que na hora do show troquei o amore mio pelo meu amor eterno. Grande Caetano.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...
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