A gente sempre aprende a se conformar com menos. Estamos cansados de ouvir que não há felicidade, mas só momentos felizes. Que sempre quando a gente está feliz, acontece alguma coisa. Que na verdade, a felicidade é algo que só devemos almejar, mas nunca efetivamente ter. Pois bem! Essa regra foi devidamente quebrada este ano. Um sensação de bem estar que toma conta de mim ao amanhecer, um sorrisso que nasce no meio do dia, uma tranquilidade na volta para cansa, uma paz constante, fazem parte do meu cotidiano. Fui aprendendo com os italianos, aliás, o mérito é de "um italiano" ( o meu!!!) do prazer de viver a vida a cada minuto. Do olhar feliz frente a um bom prato de massa. Da risada gostosa depois de alguns copos de vinhos. Do bem vestir. Da boa conversa. Da forma de levar a vida leve, gostosa, engraçada. O que posso dizer é que eu aprendi a aceitar a ser feliz. Esse italiano me faz feliz. E não importa onde estivermos, é esse sentimento que quero perpetuar em minha vida.
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...
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