Pronto! Já estou do outro lado do oceano e neste momento na casa do meu namorado em Milão. Fiz uma corrida contra o tempo, a lógica e o bom-senso percorrendo seis cidades em três dias e passando por dezenas de outras nesta paisagem de filme que é a Itália. Quem olha o mapa, dá a impressão de que tudo é pertinho. Ledo engano, cruzar de norte a sul e de leste a oeste é um passeio e tanto, mas deve ser feito por etapas e dias de folga para poder saborear cada momento. Como eu condensei tudo, faço agora uma geral e depois escrevo com mais calma. Cheguei em Malpensa na sexta-feira, às 13h30. Dirigimos cerca de três horas até PietraSanta, uma cidade que respira arte e se mostra como uma galeria a céu aberto. Nos hospedamos no Locanda Pietrasantese e jantamos no Il Vignaccio Osteria ambos estabelecimentos do mesmo dono, o simpático Michele. No dia seguinte, uma passagem por Forti di Marmi, um lugar de praia com várias tendas e uma feira "hippie" que só vende Armani, Gucci, Prada. O almoço foi em Fraschetteria típica de Firenze, seguido de café a marrom glacê do Gilli ( um presente!!!), gelato di frutta di bosco e beijo na Ponte Vecchio. Partimos para Roma, mais 3 horas de viagem, mas na chegada, direito a uma rápida massagem no Crowne Plaza e um jantar na Trattoria Al Moro com um espaguete ao Moro que tem como toque um carbonara bem apimentado. Uma volta pela cidade eterna e no domigo, ao meio-dia, já estávamos no Vaticano para a benção do Papa. Depois um agradável almoço na Vila Borghese com a cidade aos nossos pés, nosso destino era Rimini. Cruzamos por quase 4 hoars, vários castelo pelos Apeninos e chegamos a tempo de comer uma piadina com batata e linguiça. Hoje, nosso almoço foi um tortelini na beira da estrada, mais 3 horas de viagem finais, e, finalmente, o jantar - já tenho água na boca - será a bracchioletina do sr. Giuseppe que deixou congelada aqui em Milão. Imagina o que me espera esta semana :)
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...

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