Eu tenho uma sorte na vida: viajo com um passagem da TAM que é oferecida aos funcionários e familiares que dá um descontão, mas você só viaja se tiver lugar livre. Venho aproveitando disto sem nenhum problema, até está volta ao Brasil. Esperei por cinco dias para embarcar em Malpensa e quando comprei uma passagem normal, finalmente, embarcaram todos os que estavam na fila. Era uma grupo de 15 pessoas que por causa desta situação, acabou criando laços fortes de solidariedade. Cada um contava sua história, tentava ajudar com um hotel, um táxi, um biscoito. Todos torciam uns pelos outros. Não tinha um clima de que vou tentar passar na sua frente, dar um jeitinho brasileiro. Esperamos juntos divindido a nossa tensão, nossos medos, nossos problemas. Claro que sempre um outro fica um pouco mais irritado, reclama, mas sabem as regras do benefício. Meu namorado já era parte do time, contando piada, fazendo graça, sempre cuidando de todo. Eu, por mais que a situação era ruim por causa do trabalho, ganhava sempre um dia a amais ao lado do meu amado com direito a jantares, cinema, jogos de futebol. Reclamar de quê? O atendimento em solo da companhia liderado pela supervisora Alda foi sempre atencioso e querendo de alguma forma ajudar. Não pude acompanhar o rosto aliviado quando a lista começou ser liberada. Mas senti a mesma felicidade dentro do avião quando estávamos todos juntos apesar de pegar mil euros desnecessariamente. É um jogo e sempre ganhamos com a paciência e com um monte de novos amigos. O vôo não foi tranquilo. Houve um problema no fechamento da porta do porão. Ficamos 5 horas a mais em solo. Mas, enfim estávamos lá embarcando de volto para a minha metade brasileira. Teve até festa de um grupo de crianças que foi jogar no Milan....era ou não só alegria!
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...
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