Tem hoje uma notícia dando conta que pais italianos contrataram uma advogada para dar um ultimato do filho de 41 anos: ele tem de sair de casa em seis dias. O cara mora com a família, mas tem um bom emprego, exige que suas roupas sejam lavadas e passadas e a comida esteja pronta para ele. Seus pais alegam que não dá mais para mimar o filhote. O caso chama atenção para um fênomeno atual: cada vez é mais longa a permanência na casa dos pais. Uma pesquisa, divulgada em 2009, pelo Instituto Nacional de Estatísticas
da Itália indica que sete entre dez italianos com idades entre 18 e 39
anos ainda vivem com a família e o governo estava pensando em criar uma lei que obrigue os filhos a deixarem suas casa aos 18 anos. Não devemos radicalizar. O convívio com a família é sempre bom, cria raízes, referências, bem estar....Claro que aqui o assunto só está sendo tratado na base da mordomia. Mas é muito mais que isso. Até a atual crise econômica pode ser um dos fatores para tal atitude. Mas, vendo o tratamento que meu namorado recebe quando está em casa com toda a atenção voltada para ele, a de se compreender porque é melhor ficar. Isso porque ele já saiu há mais de 20 anos. Então todo o retorno é uma festa. Uma outra coisa que devemos levar em consideração é que a mamma italiana é melhor ou pior (depende o ponto de vista) do que a judia. Seus cuidados com a prole são extremos, além do carinho e da comida abundante. No passado, era comum as moçoilas casadoiras só sair da casa dos pais para casar. Hoje, exigem esse postura mais libertária. Será que não podemos chegar a um meio termo e deixar cada família resolver o que é melhor?
A Calabria, no sul da Itália, não é um rota turística muito comum. Para nós, brasileiros, por causa da imigração, existe uma ligação maior dado o número de habitantes desta região que veio para cá nos séculos 19 e 20. Eu mesma tenho sangue calabrês em minhas veias por parte do meu avô paterno. O valor sentimental foi reforçado pelo casamento e por ter ido tanta vezes lá, por causa dos meus sogros. Esta viagem, a "descoberta" ficou por conta da Tenuta Ceraudo , na pequena Strongoli, vizinha a Crotone, cidade onde minha sogra ficou hospitalizada e acabou falecendo. O motivo, que não era um dos mais felizes, acabou se convertando em um dia de verdadeiro oásis em meio a uma propriedade lindíssima com oliveiras e vinhedos centenários, um restaraurante estrelado e uma família acolhedora. Sim, como manda a boa tradição italiana, a alma de um lugar corresponde a de seu dono. Neste caso, o nosso anfitrião Roberto. Ele poderia ter sido apenas mais um agricultor da região ou até se torn...

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